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terça-feira, 16 de março de 2021

Cópia da Capa do Documento de Patente (Gerador de Energia a partir Capacitores Variáveis - Trimmer Force)




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Resumo (Gerador de Energia a partir Capacitores Variáveis - Trimmer Force)

     O Gerador de Eletricidade a partir de Capacitor Variáveis é um grande capacitor variável no qual uma das armaduras fica constantemente carregada (1) enquanto a outra (2) é ligada ao aterramento passando pelo primário (3) de um transformador, produzindo, no secundário (4), energia elétrica disponível para o consumo. O principal objetivo desse gerador é fornecer energia limpa e ininterrupta, mesmo na ausência de chuvas, luminosidade, ventilação ou combustíveis.

Fundamentos da invenção (Gerador de Energia a partir Capacitores Variáveis - Trimmer Force)

     Atualmente temos a disposição no mercado geradores de energia elétrica que são poluentes ou dependentes de intempéries como a incidência de chuvas, luminosidade ou ventilação.
     Os geradores que funcionam a partir de combustão, por exemplo, contaminam o ar com seus resíduos, necessitam ser periodicamente abastecidos e são inviáveis para a instalação em residências comuns não só pelo seu alto custo de aquisição, mas também em razão do frequente aumento dos preços dos combustíveis.
     Os geradores hidrelétricos provocam desmatamentos e alterações no meio ambiente devido a construção de represas, além de diminuir o seu rendimento em tempos de escassez de chuvas.
     Os geradores eólicos, na opinião de muitos, destroem a paisagens das praias onde são instalados, além de não terem capacidade de fornecimento constante, pois dependem da incidência de ventilação.
     Os geradores de energia fotovoltaica também sofrem queda de produção no inverno e em tempos nublados, pois dependem da luminosidade do sol.
     Os geradores heliotérmicos também são afetados pela inconstante incidência dos raios solares.
     O Gerador de Eletricidade a partir de Capacitores Variáveis resolve todos estes problemas, pois depende apenas do potencial eletrostático do aterramento, que é constante.
     Esse gerador tem baixo custo de fabricação, possibilitando que qualquer pessoa, com o projeto em mãos e com conhecimento em elétrica, tenha condições de construí-lo.
     Esse gerador não gera resíduos tóxicos ao meio ambiente e nem desestabiliza qualquer característica da natureza, visto que ele extrai e logo em seguida restitui a energia do aterramento.
     Uma vez construído, não precisará ser reabastecido; demandará apenas lubrificações periódicas que poderão ser realizadas pelo próprio fabricante ou por pessoa autorizada.
     Esse gerador também poderá ser usado na redução de custos para dessalinização da água do mar, melhorando ou até resolvendo a necessidade, cada vez mais crescente, de água potável, considerando que uma das grandes dificuldades enfrentadas neste tipo de tratamento é a falta de uma fonte de energia elétrica de baixo custo.

Compartilhe! (Gerador de Energia a partir Capacitores Variáveis - Trimmer Force)

     Peço que você compartilhe esse pdf e o arquivo excel (contendo todas as medidas, possibilitando que o projeto seja desenvolvido também em outros tamanhos).
     O intuito é divulgar ao máximo de pessoas essa fonte de energia sustentável independente.
     Se você é engenheiro eletricista ou conhece um, é possível reproduzir essa invenção em sua casa ou fazenda sem que ocorra violação do direito de patente, pois o artigo 43 da Lei de Propriedade Industrial nº 9.279/96 lhe garante este benefício.
     Caso queira comercializar este produto, solicito que entre em contato comigo através do e-mail gustavo.quimico@yahoo.com.br ou pelo WhatsApp +55 13 991093943.
     Confesso que ainda não concretizei essa invenção. Futuramente lançarei um vídeo no Youtube, através do Canal “Evangelizando Através dos Estudos”, divulgando os dados de uma vaquinha virtual para poder concretizar essa invenção de forma colaborativa.
     Desejo que todos os que usufruírem dessa invenção glorifiquem a Deus Pai, Filho e Espírito Santo por esse presente do qual fui apenas instrumento. A Ele toda glória, louvor, soberania e domínio pelos séculos dos séculos, Amém!

Descrição da Invenção (Gerador de Energia a partir de Capacitores Variáveis - Trimmer Force)

     Essa invenção se fundamenta no fenômeno de eletrização e neutralização de uma esfera através do processo de indução eletrostática. Esse fenômeno se dá em cinco etapas:

     Na primeira etapa, conforme a Figura 1, temos o corpo neutro (a esfera A) que recebe o nome de induzido e o corpo eletrizado (a esfera B) que recebe o nome de indutor.


Figura 1 - A esfera A neutra e a esfera B com carga positiva

     Na segunda etapa, conforme a Figura 2, vemos que ao aproximar a esfera A da esfera B, a carga positiva da esfera B atrai as cargas negativas da esfera A e repele as positivas desta, causando uma separação de cargas.


Figura 2 - Ao aproximar a esfera A da esfera B, ocorre uma separação de cargas na esfera A

     Na terceira etapa, conforme a Figura 3, acontece o aterramento da esfera A e as cargas positivas da esfera A, repelidas pela proximidade da esfera B, escoam para o aterramento, onde o potencial elétrico é neutro.


Figura 3 - A esfera A é conectada ao aterramento para que as cargas positivas escoem para a terra

    Na quarta etapa, o aterramento da esfera A é desligado ainda na presença da esfera B e posteriormente a esfera B é separada da esfera A, ficando esta última carregada com carga negativa, conforme ilustra a Figura 4:


Figura 4 -A esfera A é desligada do aterramento e afastada da esfera B

     Na quinta etapa, de acordo com a Figura 5, estando a esfera A distante da esfera B, o aterramento da esfera A é religado e as cargas positivas retornam para esta, restaurando o seu estado neutro inicial.


Figura 5 - Distante da esfera B, o aterramento da esfera A é religado e ocorre a neutralização

     Baseado nesse fenômeno, este gerador funciona através de dois grandes capacitores variáveis nos quais uma das armaduras fica constantemente carregada enquanto a outra é ligada ao aterramento, passando pelo primário de um transformador, produzindo no secundário uma quantidade de energia elétrica disponível para o consumo, conforme esquema abaixo:

Figura 6 – Esquema elétrico do gerador em funcionamento

     Apesar de as palavras “indutor” e “induzido” serem normalmente usadas, dentro do ramo da elétrica, para referir-se a motores a indução, escolhi adotar aqui essa mesma nomenclatura para diferenciar a armadura que fica com carga constante (o indutor) da armadura que se carrega e se descarrega continuamente (o induzido).

     O indutor, representado na Figura 7, é formado por 62 discos divididos em duas pilhas:


Figura 7 - As duas pilhas de discos que compõem o indutor

     Cada disco do indutor possui três setores de coroa circular, feitos de folha de alumínio, revestidos de resina de poliéster, como demonstra a Figura 8.


Figura 8 - Vista superior de um dos discos do indutor


     O indutor tem a função de produzir um fluxo de cargas no induzido formado por 192 fatias divididas em 9 pilhas, conforme a Figura 9:


Figura 9 - Os dois grupos (cada um com três pilhas de fatias) que compõem o induzido

      Próximo ao conjunto indutor-induzido, foi colocado um desumidificador de ar (ilustrado na Figura 10) para aumentar o rendimento dos capacitores:


Figura 10 - Localização do desumidificador de ar

     Pela necessidade do uso de alta tensão neste projeto, foi desenvolvido um interruptor específico, ilustrado na Figura 11:


Figura 11 - Um dos interruptores de alta tensão


     Esse interruptor é composto de um cano de pvc de 200mm, vazado por uma barra roscada envolta em outro cano de pvc de diâmetro menor que possui presa em suas extremidades arruelas simples, limitadas por porcas e contra-porcas, conforme a Figura 12:


Figura 12 - Visão superior de um dos interruptores de alta tensão evidenciando o seu mecanismo interno

     Essas arruelas descansarão em um anel de madeira que contém terminais feitos de fita de cobre, conforme a Figura 13:

Figura 13 - Contato do interruptor de alta tensão

     Estes interruptores são colocados em uma estrutura de madeira, ilustrada na Figura 14:


Figura 14 - Uma das estruturas de madeira que sustentam os interruptores de alta tensão

     Também por trabalharmos com alta tensão, a movimentação desses interruptores é realizada através de pequenos motores (ilustrados na Figura 15) que ficam em um patamar acima dos interruptores.


Figura 15 - Motores que acionam os interruptores de alta tensão


     O projeto conta com uma ponte de diodos. Esta é envolvida em uma camada de poliéster de maneira a isolá-la, evitando um curto circuito por arco elétrico, conforme a Figura 16:


Figura 16 - Ponte de diodos de alta tensão revestida por resina de poliéster


     Essa ponte é fixada através de uma abraçadeira de madeira, representada na Figura 17:


Figura 17 - Abraçadeira de madeira que faz a fixação da ponte de diodos

     Na Figura 18, temos uma visão geral do circuito elétrico:


Figura 18 - Visão geral do circuito elétrico

     Os motores que giram os interruptores de alta tensão são ligados em um painel instalado a dez metros de distância, representado na Figura 19:


Figura 19 - Painel elétrico instalado a dez metros de distância do gerador

     Para realizar a carga do indutor, utilizaremos um dispositivo que ficará posicionado embaixo do indutor e deslizará verticalmente, representado na Figura 20:


Figura 20 - Dispositivo de madeira para injetar a carga no Indutor

     Este dispositivo terá uma corrediça telescópica em uma das laterais, conforme a Figura 21:


Figura 21 - Corrediça telescópica em uma das laterais do dispositivo que injeta carga no indutor

     Na outra lateral, terá uma barra roscada com chaves de fim de curso e um motor para rotacioná-la, conforme a Figura 22:


Figura 22 - Barra roscada com chaves de fim de curso e um motor para rotacioná-la

     Após acionarmos o mecanismo acima citado, é necessária a seguinte sequência de ligações, conforme a Figura 23: interruptor 1 desligado; interruptor 2 ligado; interruptor 3 ligado, interruptor 4 ligado; interruptor 5 desligado; interruptor 6 desligado.


Figura 23 - Sequência de ligações para injetar carga no indutor

     Depois de realizadas essas ligações, energizaremos o primário do transformador com 220v através da rede elétrica local. Podemos visualizar essa operação através da Figura 24:


Figura 24 - Processo de carregamento do indutor

      Após 10 minutos, desligaremos a energia da rede e iniciaremos o processo de produção de energia fazendo outra sequência de ligações, ilustrada na Figura 25: desligamos o interruptor 3; desligamos o interruptor 4; desligamos o interruptor 2; mantemos o interruptor 5 desligado; ligamos o interruptor 1; ligamos o interruptor 6.


Figura 25 - Sequência de ligações para colocar o gerador em funcionamento

     Por fim, ligamos o motor que movimenta o sistema de roldanas acoplado ao indutor, representado na Figura 26:


Figura 26 - Sistema de roldanas para rotacionar o indutor

     Na Figura 6, temos o esquema elétrico do gerador em funcionamento:


Figura 6 – Esquema elétrico do gerador em funcionamento


     Para descarregá-lo, primeiro desligaremos o motor que movimenta o indutor. Com o sistema parado, acionaremos apenas o interruptor 5 para escoar a carga do gerador para o aterramento, conforme a Figura 27:


Figura 27 - Esquema elétrico para descarregar o gerador

     Nas Figuras 28 e 29, temos uma visão geral da parte interna da invenção:


Figura 28 - Visão da parte interna do gerador



Figura 29 - Visão da parte interna do gerador

     Para abrigar o gerador foi colocado um revestimento de madeira e vidro, conforme ilustra a Figura 30:


Figura 30 - Revestimento externo do gerador

     Pelo fato de a madeira ter baixo custo, boa isolação elétrica e ser de fácil manuseio, o projeto é estruturado em um esqueleto de madeira, conforme a Figura 31:


Figura 31 - Estrutura de madeira que sustenta o gerador

     O gerador possui quatro metros de altura, sete metros de comprimento e três metros e meio de largura, conforme demonstra a figura 32:


Figura 32 - Dimensões do gerador

Cálculos (Gerador de Energia a partir Capacitores Variáveis - Trimmer Force)

     Para calcular a capacitância dos capacitores contidos nesse gerador, precisamos começar pela determinação da área superficial de cada setor de coroa circular (coroa circular é a região delimitada por dois círculos que possuem o mesmo centro) presente em cada disco do indutor. O raio interno será 0,2186m e o raio externo será 0,49m.

     Para isso, determinaremos a área de um círculo utilizando apenas o raio externo, conforme a Figura 33:


Figura 33 - A área de um círculo utilizando apenas o raio externo


     Depois calcularemos a área de um pequeno círculo de raio 0,2186m, conforme a Figura 34:
 
Figura 34 - A área de um pequeno círculo de raio 0,2186m


     Em seguida, subtrairemos um valor do outro e uma vez que, conforme a Figura 35, temos exatamente três lâminas e três espaços vazios de tamanhos iguais, dividiremos o resultado por seis:


Figura 35 - Área superficial de cada setor da coroa circular


     Se cada setor possui 0,1m² então os três setores possuem um total de 3 × 0,1m² = 0,3m². Por fim, as duas pilhas de indutor, que juntas somam 62 discos, têm uma área superficial útil de 62 × 0,3m² = 18,6m².

     Pelo fato de termos capacitores variáveis que se deslocam com ar entre placas de poliéster, temos capacitores de isolante misto. O cálculo para este tipo de capacitor foi baseado no exercício 4 da página 65 do e-book “Física 2 – Eletricidade e Magnetismo” do autor “Jaime E. Villate”, disponível na internet através do endereço http://villate.org/publications/Villate_manual_14.pdf, onde é sugerido que o consideremos como equivalente a dois capacitores em série, cada um com um dielétrico diferente. A fórmula usada aqui está no ítem 4.3.1 da página 57:
onde “Cplano” é a capacitância em Farad, “Ɛr” é a permissividade elétrica do material, “A” é a área de cada armadura em metros quadrados, “k” é a constante de Coulomb e “d” é a espessura do dielétrico em metros.




     Baseando-se nos dados de rigidez elétrica presentes nas Tabelas 1 e 2, foi dimensionado um espaçamento de 0,005m de ar entre os discos do indutor e as fatias do induzido, bem como uma camada de 0,01m de poliéster sobre cada um deles, conforme as Figuras 37 e 38, totalizando 15mm de dielétrico misto:

Figura 37 - Espaçamento de ar entre o indutor e o induzido



Figura 38 - Espessura de poliéster entre as lâminas de cobre do induzido

     Dessa forma teremos uma isolação elétrica máxima de: (21700 v/m ∙ 0,01m) + (21700 v/m ∙ 0,01m) + (1000 v/m ∙ 0,005m) = (434 000v) + (5 000v) = 439 000v.

     Tendo definido os valores de todas as variáveis, vamos calcular a capacitância também em três etapas:

     Primeiro determinaremos a capacitância em relação ao poliéster:

     Depois em relação ao ar:
 

     Por fim, utilizaremos esses dois resultados para obter a capacitância total:


     Para carregar o indutor usamos um transformador de 100 000v / 4300w. Com essa diferença de potencial aplicada nas armaduras e o valor da capacitância, podemos calcular a carga do capacitor através da fórmula Q = C × u, onde “Q” é a carga elétrica; “C” é a capacitância e “u” é a tensão elétrica entre as armaduras:

como só o indutor manterá a carga em si, dividiremos o valor por dois:

     Devido à alta tensão e baixa corrente utilizada no gerador, a resistência que percorre o enrolamento primário do transformador torna-se praticamente insignificante, resultando em um tempo de carga/descarga desprezível. Portanto o tempo que usamos para calcular a corrente elétrica do gerador é a frequência de carga e descarga do induzido

     O indutor roda a uma velocidade de 400 RPM, ou seja, ele tem uma rotação de 400/60 segundos (ou 6,666 rotações por segundo). Como temos 3 setores de coroa circular por disco, a cada rotação por segundo, o disco induz cargas três vezes, portanto multiplicamos a frequência de 400/60 por 3, obtendo 1200/60 = 20rps . Uma vez que temos três pilhas de fatias de induzido em volta de cada indutor, conforme ilustra a Figura 36, essa frequência (de 20 rps) é multiplicada por 3 outra vez, produzindo 60 rps também conhecido como 60 hertz.

Figura 36 - As três pilhas de fatias do induzido em volta de uma pilha de discos do indutor

     Um hertz significa a passagem de um comprimento de onda por segundo. Uma vez que, em cada em cada comprimento de onda, temos uma crista positiva e outra negativa, em 60 hertz, temos 120 oscilações de carga por segundo.

     Calcularemos a corrente elétrica final através da fórmula i = Q / t, onde, “i” é a corrente, “Q” é a carga elétrica do induzido e “t” é o tempo de carga ou descarga do induzido:

     Quando o gerador é carregado, a diferença de potencial entre as armaduras é de 100 000v, ou seja, cada armadura possui 50 000v de tensão. Ao alterar as ligações para colocá-lo em funcionamento, apenas a tensão “induzida no induzido” é considerada, pois é a oscilação desta que produz a energia no secundário do transformador.

     Para calcular a potência usaremos a fórmula: P = i × u, onde “P” é a potência, “i” é a corrente e “u” é a tensão:

     Considerando que temos 70% de rendimento no transformador, usaremos a fórmula:


     Descontando os 800 w consumidos pelo motor que gira o indutor, teremos a energia útil produzida: